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Coca-Cola assina acordo de parceria com Ministério do Esporte para revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016

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Objetivo é promover o esporte em todo o Brasil, tendo os Jogos Olímpicos Rio 2016 como plataforma principal

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Jovens anunciados como condutores da Tocha Olímpica, o Ministro do Esporte George Hilton, o vice-presidente da Coca-Cola Brasil para os Jogos Olímpicos Rio 2016 Flavio Camelier e a ex-jogadora Leila

A Coca-Cola assinou acordo com o Ministério do Esporte com o objetivo de promover o esporte em todo o Brasil, tendo os Jogos Olímpicos Rio 2016 como plataforma principal. O evento, realizado na Casa Coca-Cola, em Brasília, reuniu o Ministro do Esporte George Hilton, o vice-presidente da Coca-Cola Brasil para os Jogos Olímpicos Rio 2016 Flávio Camelier, beneficiados por projetos do Ministério, entre outras autoridades.

Durante o evento foram apresentados alguns dos jovens, oriundos dos projetos Bolsa Atleta e Segundo Tempo, indicados para conduzir a Tocha Olímpica Rio 2016, a partir de maio do ano que vem. As vagas, oferecidas pela Coca-Cola, fazem parte do acordo. A marca iniciou sua parceria junto ao Revezamento da Tocha Olímpica em 1992. Os Jogos Olímpicos Rio 2016 representam a 11ª participação da companhia em um revezamento, incluindo as edições de Verão e Inverno.

O acordo entre a Coca-Cola e o Ministério do Esporte segue o compromisso assumido pela companhia para os Jogos Olímpicos, o de estimular a prática de atividades físicas entre os jovens.

“Os Jogos Olímpicos representam uma oportunidade única para conectar as pessoas com a magia do Espírito Olímpico e promover o incentivo à Vida Ativa, um compromisso global da empresa. A parceria estabelecida com o Ministério do Esporte nos permite criar um ambiente propício para a oferta de uma melhor qualidade de vida ao cidadão e ainda criar um momento inesquecível para esses jovens que participarão do Revezamento da Tocha Olímpica em nosso país”, comenta Flávio Camelier, vice-presidente da Coca-Cola Brasil para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

“Durante 100 dias, todas as unidades federativas do País receberão a tocha. Mostraremos que, independentemente de partido, raça, sexo, estamos juntos. O esporte tem essa missão de unir e integrar. Neste momento, somos todos Brasil”, completou.”, destacou o ministro George Hilton.

Confira uma breve história dos indicados pelo Ministério do Esporte para o Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016:

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Jovens dos programas Bolsa Atleta e Segundo Tempo. Da esquerda para a direita, Eduarda Jorge, Jessica Amanda, Eduarda Santos, Joseias Chagas, Dieiverson e Luiza Oliano.

Bolsa Atleta

Eduarda Santos

Da cidade de São Cristóvão, interior do Sergipe, Eduarda tem 17 anos e é jogadora de vôlei de praia. Única atleta do mundo a participar de três mundiais de base no mesmo ano, em 2013, a jovem acumula os títulos de bicampeã mundial sub-19 2013/2014 e campeã nos Jogos Olímpicos da Juventude Nanquim 2014, na China.

 Jessica Amanda da Silva

Jessica (15 anos) é da cidade de Saudade do Iguaçu, no Paraná, e iniciou sua carreira no Taekwdondo com apenas 11 anos no projeto PETI, em Rio Bonito do Iguaçu. Dois anos depois, passou a disputar eventos estaduais e nacionais na categoria profissional e, no final de 2013, sagrou-se campeã do Grand Slam de Taekwondo (Seletiva para Seleção Brasileira) entre atletas de 12 a 14 anos. Foi convocada pela Confederação Brasileira para participar do Campeonato Mundial na Coreia, mas ficou de fora por questões financeiras. Na mesma época, com apenas 14 anos, deixou sua família e foi morar na casa da amiga e companheira de treinos Eduarda Detogni em Saudade do Iguaçu por um ano. Trabalhando com uma equipe multidisciplinar, melhorou seu desempenho e, no final do ano, passou a integrar a Seleção Brasileira juvenil, que reúne atletas entre 15 e 17 anos. Outra conquista foi trazer sua família para Saudade do Iguaçu, aumentando o seu suporte.

Dieiverson Perin

Aos 13 anos, Dieiverson, natural de Vera, no Mato Grosso, sofreu um acidente que mudou sua vida. Ao voltar de uma viagem a São Paulo, o carro em que o jovem estava colidiu com uma carreta e Dieiverson ficou paraplégico. Depois de passar três meses internado em São Paulo, conseguiu uma vaga no hospital Sarah de Brasília, onde conheceu a canoagem, que despertou nele uma capacidade e paixão que ainda não sabia que existiam. Ainda no hospital, conheceu o atleta Fernando Fernandes, que o estimulou a praticar o esporte. Hoje com 18 anos, Dieiverson é o único representante da paracanoagem do Estado do Mato Grosso e sonha em, assim como seu ídolo, participar dos Jogos Paralímpicos.

Eduarda Jorge

Baiana de Salvador, Eduarda Jorge, de 15 anos, viveu durante muitos anos o que se pode chamar de uma relação difícil com a água. A jovem tinha medo de piscina, mar e até de banho de chuveiro. Por essa razão, sua mãe, preocupada, decidiu levá-la à Sudesb (Superitendência dos Desportos do Estado da Bahia). Lá, Eduarda descobriu uma paixão. Hoje, seja no mar ou na piscina, a jovem é uma atleta da natação.

Davi José Albino

Ainda criança, Davi passou a morar na rua após sua mãe perder a casa onde moravam por conta do vício em drogas. Na época, começou a frequentar um centro de luta olímpica por causa do lanche oferecido depois dos treinos. Davi chamou a atenção do treinador e, com a promessa de ter sempre o que comer, o jovem conheceu e se interessou pela luta greco-romana. Hoje, aos 29 anos, coleciona recordes na luta olímpica brasileira. Tornou-se o primeiro atleta a figurar na United World Wrestling e é cinco vezes campeão nacional.

Luiza Oliano

Luiza nasceu prematura com apenas 800 gramas e 30cm de comprimento. De Uruguaiana, interior do Rio Grande do Sul, a menina passou 80 dias em hospitais até ser diagnosticada com retinopatia, doença que comprometia sua visão.  A partir desse momento, a preocupação da sua família passou a ser de que Luiza tivesse uma vida normal, sem limitações. Quando a jovem tinha quatro anos, a família se mudou para Porto Alegre em busca de melhores condições. Aos seis anos, Luiza começou a praticar judô, esporte que conheceu na escola. Aos nove, se tornou atleta do clube Grêmio Náutico Gaúcho, onde treinou por 9 anos, ganhou medalhas e prêmios. Seu desempenho no esporte chamou tanta atenção que lhe rendeu, a partir de 2012, a convocação para a Seleção Brasileira permanente da Confederação Brasileira de Desportos de Deficiente Visuais (CBDV). Hoje com 18 anos, Luiza tem entre suas principais conquistas de Luiza o bronze por equipe no Mundial da Coreia do Sul, realizado neste ano, e o vice-campeonato por equipe no Mundial de Judô para Cegos, em 2014. Em 2013, a esportista foi campeã no Campeonato Mundial de Jovens e conquistou dois ouros nas Paralímpiadas Escolares.

Segundo Tempo

Joseias das Chagas

Do Distrito Federal, Joseias participa do programa Segundo Tempo desde os 10 anos. Sua mãe é doméstica e vive com um salário mínimo por mês para sustentar o marido doente e mais cinco filhos. Joseias, de 17 anos, é o único da família que se interessa pelo esporte e pelos estudos. Está no primeiro ano do ensino médio e gosta de atletismo. Foi segundo colocado na prova de 800m e terceiro na prova de 3.000 no CIEF, evento dos Jogos Escolares do Distrito Federal.

Eduardo Moraes

Eduardo, portador da síndrome de Down, encontrou no esporte, praticado na UFPEL (Universidade Federal de Pelotas) uma forma de melhorar sua coordenação motora e de socializar com pessoas de deficiências diferentes. Aos 17, é um apaixonado por futebol, mas também pratica vôlei, basquete e tênis.

Miguel Sberse

Natural de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Miguel entrou no Segundo Tempo com problemas de obesidade, autoestima e convívio social, que afetavam suas notas escolares.  Com a entrada no programa, recebeu orientações nutricionais, mudou a sua alimentação e se interessou por aprender novos esportes, se tornando mais sociável. Hoje, aos 14 anos, é considerado um adolescente sadio e esportista.

Antônio de Souza

Nascido em família humilde, em Ribeirão Preto, Antônio quase se viu indo pelo mesmo caminho do irmão mais velho, hoje preso por tráfico de drogas, quando conheceu o Segundo Tempo. O esporte mudou sua vida e, hoje, além de aluno dedicado e aplicado, se mostra um apaixonado pelo atletismo.

George de Paula

De Francisco Alves, no Paraná, George, de 15 anos, descobriu ter diabetes ainda criança, quando chegou a pesar 30kg. Com a ajuda do esporte e da atividade física, descobertos através do Programa Segundo Tempo, o jovem passou a viver uma vida mais saudável. 

Liliane Paulino

Com 15 anos, Liliane mora em Manaus e participa ativamente de todos as atividades esportivas praticadas em sua escola: natação, vôlei de praia, vôlei de quadra, handebol, frescobol e queimada.